e sumira.

ogritomunchEra primavera,as rosas já haviam espalhado seu perfume pela cidade,era cinza,o tempo teria mudado de uma hora para outra escondendo a lua cheia por entre as nuvens que moviam-se rapidamente com a ajuda de um vento raivoso que as jogavam pra longe e as moviam sempre e descontroladamente.Na terra as pessoas movimentavam-se lentamente,algumas congelavam em cadeias e com as mãos estendidas para o céu,chocavam-se .Demasiada era a confusão que estava armada,a comunicação por um instante havia parado,era como se todos estivessem um segundo após .Uma fração diferente de tempo que acelerava e descontrolava os sentidos de quem estivesse perto ou à milhas de distância.As luzes agora haviam apagado,uma cidade fantasma,a escuridão encobrida tudo e a todos,os carros travavam confrontos,os sinais confundiam suas tarefas,o trânsito havia mergulhado em um abismo,as pessoas atravessavam descontroladamente tentando resposta,agora não mais dormiam congeladas,esperavam e gritavam por respostas,as quais ninguém poderiam os dar,os animais voavam por cima de todos àqueles seres desesperados,voavam e voavam longe,no mais avistei uma alma sozinha e perdida,estava em um aquário mergulhada,profundamente mergulhada,ao contrário de todos os normais,observava a tudo e chorava por todos,exclamava para a lua e obrigava as nuvens a moverem-se devagar e esfumaceram-se para outro canto,queria mudança,queria viver novamente,mas as bolhas d’águas a sufocavam tanto,tanto que não tinha mais o porquê lutar e gritar,cada grito agora,seu,era tido como ofensa,a cada grito seu engolira litros de água suja e imunda,contaminara-se e agora chorava,chorava e junto ao seu choro,misturava-se água,suja e imunda daqueles que agora estavam ali ,ora congelados,ora enlouquecidos.Mas naque le instante dentro de seu aquário seu olhar mergulhara por socorro,o redor escuro,a água refletida na escuridão,era primavera e as folhas haviam secado,as flores haviam se escondido,a lua cheia não estava ali,as nuvens não faziam o seu papel,oh quem irá socorrer àquele animal humano,cheio de vida e de espanto,dentro de um aquário em meio ha tanta confusão?Oh quem irá descobrir que ali habita o primeiro e o ultimo ser pensante em meio há tantos anormais,enlouquecidos pelo tempo?Os militares saíram do controle,seus rádios pararam,agora observo a todo a confusão,há barulhos de ambulâncias,que descontrolam-se e somem entre as nuvens que não fazem seu trabalho,os policiais não sabem mais como agir,as pessoas gritam,mas eles não podem as ouvir.E naquele aquário permanece a única pessoa,o ser pensante,a ultima essência de que preciso…ninguém irá fazer nada?As nuvens não fazem o seu trabalho,o céu escurece cada vez mais,o sol não resolvera sair naquele manhã…já está dia,mas tudo está apagado e todos paravam,só ali…naquele aquário permanecerá a ultima essência,a ultima imagem,o ultimo toque e o olhar desesperador e angustiado da ultima flor mais linda do asfalto,o ultimo brilho do luar de lua cheia daquele dia acinzentado,a ultima gota de orvalho que banhara a primavera,juntou-se daquele água suja do poço dos infernais,juntou-se àquela multidão sequelada,juntou-se à vida.

 

Juntou-se.

 

Uniu-se

 

sumira.

 

aparecera.

 

 

Afundou-se…mergulhara…sobrevivera…

 

 

E naquele dia,não houve dia,não ouve morte e nem houve vida,restara daquele retrato o olhar daquela que se afundara não por si,mas pela sintonia,pela sintonia daqueles que esqueceram,esqueceram de respirar,esqueceram de sustentar-se,esqueceram de amar e por fim esqueceram de si.

 

de si.

Eyes.

helix-nebula-eye-of-god

 

 

 

 

 

 

 

 

 

E daquele dia em diante tudo mudaria,nada seria como antes,as flores sozinhas nos canteiros estariam acompanhas da neblina demasiada dia e noite,o céu estaria acompanhado de nuvens em formato de algodão doce dia e noite,os pássaros gozariam da plenitude do vôo dia e noite,as vozes mais belas cantariam seus hinos para seus amantes dia e noite,o pôr do sol encontraria o horizonte dia e noite,a lua seria vista dia e noite,enorme seria,brilhante,cheia e expressiva,noite e dia(…)As lágrimas secariam noite e dia,o amor venceria noite após dia,o medo não estaria mais presente nenhum dia,a dor bastaria por um dia,a emoção brotaria dos seios da mais bela mulher por todos os dias,a aliança seria vista e a natureza renasceria todos os dias,a pureza seria sentida e a alma seria notada por todos os dias,correriamos por entre as ruas,desviando dos carros,seguindo os passos da lua,observando os estranhos,aclamando o perfume da chuva,de mãos dadas,bem dadas(…)Buscaríamos no horizonte o sol mais belo,seríamos somente um ser só,venceriamos a batalha,roubaríamos a cena do curta metragem,faríamos o nosso final…todo dia…todos as noites.Àquela tarde nada parecia mudar,tudo estava em seu devido lugar,de repente do vinho se fez água e a ferida aberta fechou,o sangue sumira naquele instante e a saudade apertara imediatamente,naquele dia a humanidade revoltara-se,o pôr do sol não saíra,chovera…chovera tanto.As almas perderam-se sozinhas vagando por entre ruas desertas e melancólicas,a bateria do rádio acabou,não era possível ouvir-se nem um segundo de som,os olhos fecharam-se,as imagens distorceram-se,sumiram aos poucos,os caminhos ficaram mais longos e a fumaça voara mais longe…nada,tudo,nenhuma noite,nenhum dia…nada,apenas isso,mais nada.

dissimulado.

untitledSigo na incerteza,persisto na dúvida e sou capaz de alcançar tudo que sonhei com a proposta da espera,as coisas quando acontecem são lentas e cansativas,a demora sempre me causou enjôo,sinto pressa e grito pela ousadia,preciso sentir a sensação de passar na frente dos velhinhos e das mulheres grávidas na fila,os olhares de ódio penetram no seu estômago e logo você vomita sobre eles.A magia sempre foi contrária e o efeito que agora é inédito,amanhã será conhecido e daqui há uns dias será chato,preciso de momentos novos e vidas passando pela minha e vou caminhando com o vento,nessa missão invisível e abstrata a que ele me possuiu,espero,por mais que me cause náuseas eu espero,espero porque sinto e posso mudar,muda constantemente,mudo sempre e não me peça pra esperar,não me peça para ser eterna,eterno somente são os gritos que ecoam vielas abaixo da rua de suas casas imundas e seqüestradas pela imbecilidade de seus pais.Não esperem que as portas se abram pra ,de repente,assim,,,bem de repente o vento as fechará e você dará com a testa na fresta esquerda e sentirá no paladar o gosto da arquitetura amarga e concreta da tua vida mesquinha.Sinto como nunca senti antes,o amor o ódio,o tesão e a perplexidade misturam-se e confundem-se,prefiro o perigo à certeza do certinho e duvido do que é fácil e simples pois sem dúvida será chato e coisas chatas tornam-se desprezíveis. (…)

.entre.

0156AlterEgo11

O comportamento humano me assombra,me danifica e por vezes me corrói.Me faz sentir inveja por vezes das árvores e dos seres que possuem a liberdade e o silêncio  para si,sem que ninguém possa deles roubar,feito uma herança sem prazo de validade,surge de imediato,inesperadamente,de repente…na hora certa,quem sabe?Mas pensar nessa razão é sempre repudiante,não podemos antecipar os fatos,como as flores que vivem seu tempo da formo como querem e exalar seu perfume independente de quem as sintam,como se nada as importasse,somente a beleza dos dias,à medida que possuem tudo que precisam. Subitamente retorno ao mundo e a falta do silêncio em que me encontro me confundem,tornando as minhas ideias difíceis de compreender,ininterruptamente o alter ego entra em cena me fazendo revirar o estômago para cima daqueles que nada.nada trazem junto ao peito,a não ser um pedaço significante ou não de carne mergulhada ao sangue,inutilmente eles vivem sem usar da capacidade humana de pensar,o único diferencial desta espécie,oras é tão difícil de entender assim?Em cheio e em conjunto,mergulham e caminham todos para a imensidão da inutilidade,gastar minhas palavras ainda má-formatadas com essas grosserias seria anti-ético da minha parte,fico por aqui e o meu outro ser volta a ressaltar e apreciar o cheiro das flores e o nectar precioso da vida.

amarga.

romantismoHavia um pouco de luz refletida na parede naquela tarde,suas sombras confundiam-se,entrelaçavam-se uma na outra.Era época de chocolate quente e cachécois ao pescoço,nestes tempos os corpos tendem a se sentir menos sós,com tanta proteção sob eles que às vezes até mesmo se esquecem que são apenas um.á fora o vento gritava e pedia um abrigo e tinha como resposta janelas e portas fechadas,as folhas no chão caíam e logo fugiam para junto dos ares que sozinhos estavam.Ali ainda habitavam dois corpos unidos por uma só chama,aquecendo-se um no outro,esqueciam do mundo e do tempo lá fora,nada era mais importante que aquilo,mãos e nucas quentes,tremulas de sentidos à flor da pele…sentidos pra quê senti-los?Mas o mundo não podia esperar,precisava levar consigo o tempo e tudo que nele habitava,levou por vez os segundos e por fim as horas,que não mais calmamente passavam,agora corriam e fugiam…fazendodesgrudar-se os corpos que estavam unidos e os ares que carregavam manchas do outono contigo.m um universo distante moviam-se molduras incompletas de vidas,de restos de vidas que sem saber como caminhavam para uma mesma direção,acreditava-se que logo,encontrariam-se e pela força da gravidade permaneceriam unidas pela eternidade.. e mais nada pode-se esperar, contaram-lhe que o final feliz fora inventado…e da gota que escorreu pelo seu rosto.fez-se encanto num amargo que ninguém havia notado,o sabor mais belo que eu já havia provado.

Eu’s em mim.

2912-2-Alter-EgoAli está,já posso enxerga-lo,se aproxima lentamente,ligeiramente,sem pensar muito não age e não teria o porque de agir,caminha mais para frente com a cabeça quase que à altura das pernas,passa despercebido,caminha e caminha lentamente com passos leves e sobressaltados,movimentos de borboletas calmas e frias,e aos poucos reconhece à sua volta,tornando aquele seu lugar,seu refugio,seu habitat natural,como os animais,logo se adapta e se guarda ao canto,para não se misturar à outra espécie que pode ser prejudicial à sua,se deita,encolhe-se,imóvel -que beleza encantadora,sempre desfrutei de meus gostos contemporâneos,mas neste caso é muita beleza para um ser tão simples,invejo-te-,seus pensamentos voam à espaços mais amplos,percebe-se que alma de tal tamanho não se deixaria encolher em um espaço minúsculo,precisava voar,conhecer terrenos novos…Dos gostos mais belos que já provei,preferi sempre àqueles de gosto amargo,congelante e apetitivo,-sim,apetitivo,por que não?Gosto não se discute,não tem jeito-,ser diferente custou-me tempo,paciência e muito paciência,dizem por aí que é mais fácil ser igual,mas que é simpático ser diferente e deveras importante também,acredito que apreciar o diferente e ser é completamente oposto de achar-se tal.De todos os gostos preferi o meu,ressaltei a beleza particular,inundei-me em palavras,elas se expandiam de tal forma que me aterrorizavam – e aterroriza -,mas com o passar do tempo você se adapta,afinal de contas não tem como fugir,você é o que você sabe ou tenta fazer.Dentro de mim,percorria um rio nada calmo,que exclamava por jorrar suas águas ao redor daqueles que o contaminavam … mas pudera eu reservar-me e conter-me,- assim fiz,é claro-,há aqueles que consideram frágeis aqueles que não retrucam,não inundam-os com baldes gelados,participando de seus jogos de azar,ah estes são os mais errantes,considero-os mais fracos que os fracos dos fracos,fracos muitíssimos fracos.As palavras tem um poder meu caro,digo,um poder altíssimo e repito: – vivo delas,amo-as,as-perdoou e não as-divido,NUNCA,não compartilho afinal de contas são meu único bem,como a vida,a vida…oh vida.Percebo-se calma,leve…engano-me,- o outro eu já quer entrar emação,com o tempo você vai perdendo o costume,acontece,só é preciso tempo.Não tem jeito o desfecho nunca é o fim,e o começo nunca é o princípio,sem dúvidas há muito o que dizer em um final e mais ainda em um começo e o meio,ah quanto resta para o meio?Muito.Preciso dizer,encanto-me com eu mesma,sou capaz de coisas que julgo além de mim,se posso ir além,sou mais do que penso…se o pensamento é o bem mais forte,sou mais forte que eu mesma?- tenho esperanças ainda e a retiro daqui,ela me fortalece,me ampara…Me diga o que eu preciso ouvir,não melhor não,não me diga,me mande uma carta do jeito que eu preciso ler,hoje…por favor não deixe para ontem,pode ser tarde,ontem pode ser muito tarde.A magia está hibernando sobre mim,esses sons ao fundo são contagiantes e ativam melhor o sistema que um lexotam tenho certeza;Creia quando digo que as amo.Ah como Às amo.Dói-me lembrar que qualquer um tem o direito de usa-las,porém vivo novamente quando lembro que poucos a sentem.




de A a Z.

Nuvens de algodão.No meio do pátio crianças sorriam e brincavam,caiam e levantam,algumas mais eufôricas que outras,porém não menos crianças.A felicidade e o brilho no olhar de cada uma enchia a alma de quem as notasse,um ser pequeno que age e pensa,com sensibilidade e fora da razão percorre a vida enchendo-a de cores,sempre parei para observar o modo das crianças agirem,algumas com impulso,outras com razão,embora àquela não agia como qualquer outra,agia de sua maneira á seu tempo ou até mesmo acima de seu tempo.Parada ali estava,enquanto todos brincavam,ali estava,quieta,imóvel como uma pessoa que acabara de levar um susto e congela por segundos sem reação,porém essa congelou-se pela eternidade,parada,imóvel,olhava,sim olhava,não para as outras crianças em busca de juntar-se ao grupo,mas olhava para cima,para cima?Sim,observava as nuvens em formas de algodão,criava sentidos à elas,que hora formavam-se em borboletas ora em tartarugas voadoras,as nuvens transformavam-se e moviam-se,criando na mente da pequena uma tela azul e branca da mais nova arte .Diferente de  uma e de outra,observava cada espaço em sobra,cada toque suave e cada mistura de tonalidade,diferente também era a espécie daquela criança,ora artista,ora humana.Brilhava como os raios do sol sobre as borboletas e tartarugas voadoras,apreciava aquilo tudo como quem acabara de conhecer uma palavra nova,saltitava ,queria toca-las,senti-las,imaginava como seria.As nuvens moviam-se e junto dela,a pequena ia…sendo uma hora artista,outrora humana mas acima de tudo era criança.

A descoberta.

há tempos.
Os ponteiros do relógio marcavam 11h passadas,a cada segundo possível era ouvir seu zumbido demasiado calmo e contínuo que passando ia junto com o tempo.Acima estava o concreto fresco que encobria um céu escuro,com nuvens úmidas na calada da noite,os pássaros naquele momento já tinham pousado em suas casas escondias sob árvores em algum lugar não muito distante dali.Quando chegara essas horas,já não era possível ouvir o barulho estridente do ser humano naquele local,barulho que estava ali presente à todo dia até o ultimo vagão passar,curioso era os comerciantes que perambulavam de um lado à outro em busca de seu sustento habitual,conheciam a cada canto dali,cada pessoa e seus movimentos.Quando Isabella ali estava reparava neles com certa admiração,viviam suas vidas que de certa maneira poderia ser difícil de modo a convencer que todo corria exageradamente bem,sorriam e comprimentavam à todos,a qualquer hora e à qualquer estação do ano.Sentada com seus pares de sapatos gastos,corroídos pela chuva e um tanto apertados,apreciava a poesia que havia encontrado outro dia ali,naquele mesmo lugar a que repousava todos os dias,a poesia preenchera a alma de Isabella de modo a prendê-la sem sequer notar o passar das horas.Sempre pegara no sono após longas horas,o sol como papel maternal descobria-lhe o rosto de forma a acaricia-la e preenche-la de carinho e energia para mais um dia de rotina,logo era possível ouvir os passos longos e cansados que teriam um dia exaustivo ou até mesmo diverto,quem sabe?Isabela levanta-se,percebe sempre suas mãos geladas,congelantes…repara ao redor que já passou um pouco de sua hora habitual,caminha até o seu comerciante favorito e como de costume pede o seu café do dia,àquela amargo e frio que só ele sabe fazer,com sorrisos se despede com um pedido de bom dia,acreditando que assim poderá ser.Continuamente seus passos seguem desajeitados e lentos à mais um dia,agora não havia mais o concreto pesado e cinza acima de ti,havia sim um céu aberto e reluzente que gritava por dias melhores,o cheiro das flores nos canteiros,o entregador de cartas acenando,o porteiro do teatro fumando seu cigarro,a criança encostada no banco esperando por companhia,Isabella notava cada detalhe e o confundia com suas poesias lidas diariamente nas caladas noturnas,naquele mundo real era possível sim confundir-se com o seu imaginário,apesar de lhe dizerem que nada era como nos textos,a menina acredita e porque acredita a poesia existia(..) Na volta havistava a escadaria da estação,encontrava-se com o guarda a quem havia confiado o pedido de encostar-se ali por algumas noites,a pouco tempo recebere o aviso de que não teria que ir para outro canto,mas por enquanto aproveitada o conforto e o concreto fresco acima de ti,sem sequer preocupar-se com o amanhã.A menina dirigia-se a seu banco logo após pegar as chaves escondias com o guarda,sentava-se e deliciava-se com sua leitura do dia,esquecia-se do tempo e às vezes até mesmo não se dava conta dos tique-taques dos ponteiros,seu melhor amigo.Naquele instante Isabella desligou-se de seu mundo poético e parou um minuto a admirar as linhas de ferros que logo à sua frente encontravam-se,ao longe seus olhos encontram um vulto,não poderia ser,de primeira pensou ser um fantasma,por mais que sua consciência soubesse que aquilo não haveria de existir,sua ingenuidade e coração de menina palpitava e quase que saia de sua boca miúda,suas mãos geladas agora tambem estavam trêmulas,chorar para quem?gritar por quê?acreditar em quê?Nada havia de ser feito,a garotinha sozinha ali ficou,fechou os olhos apertando-os com toda a força que restara do café matinal frio e gostoso que tomara todos os dias,naquele momento pensou em sua mãe partindo quando era pequena,pensou no badalar dos sinos da igreja a qual vivia antes de se mudar para a nova estação,pensou em como chegara ali,em tudo que já vira e decidiu parar de sentir,sentir que ali estava o fim,mesmo que o terrível monstro abduzisse a garota da estação e a levasse para longe,não tinha o que temer,a vida sorria e a fazia chorar tanto,que para quem vivera sozinha por tanto tempo,o fantasma dos trilhos poderia quem sabe ser um companheiro?E se não fosse?Ora,se não fosse nada tinha a perder.Num passe de mágica,sua força de mulher adulta aos poucos foi emergindo sobre a garotinha miuda e apática,seus olhos foram abrindo-se um por vez,calmamente com medo predominando em seus cílios,num ato de coragem pode avistar ali na sua frente,um sorriso,mais que um sorriso uma pessoa,seria mesmo uma pessoa à sua frente,naquelas horas?daquela maneira?Não era possível,a estação não haveria de ter aberto ainda(…)Foi quando o ser,alcançou suas mãos pequenas e frágeis e confiou a ti sua bondade e poderes especiais,do corpinho da garota era possível enxergar faíscas de esperança e naquele momento despercebido,Isabella encontrou uma flor,que exalava seu perfume ao longe…não bastou muito tempo o aroma subia por entre suas narinas cada vez mais forte,sim a flor fora posta em seus cabelos,na curva de sua orelha,na superfície de sua pele,nunca havia chegado tão perto da natureza como naquele momento,as flores para elas eram coisas bonitas de ser nos canterios dos burgueses,ao longe,sempre ao longe,não poderia ousar toca-las,logo haveria os homens fortes impedi-la,mas naquele momento não,naquele momento pode tocá-la,aprecia-la,senti-la.O ser que estava ali o tempo todo saundando-a,agora tomara um passo adiante e estende-la a mão a menina,que não tentou impedir e logo tomou o pedido e levantou-se,seguiram juntos pelos trilhos com o badalar do relógio e com o tempo esquecido,perderam-se naquela estação,era primavera,as flores abriam-se,o perfume empestiava-se,o céu surgia no final da passarela  com o abrir dos portões,já era possível notar os clarões das nuvens e o sol surgindo,como no retrato em colorido posto sobre a capa de seu segredo de poemas,guardado a sete chaves.Naquele momento sentira-se como nunca havia antes,mergulhou em seus pensamentos,devaneiando-se com versos repetidos por noites,naquele instante não era apenas poesia,era também vida,daquelas vidas reais,poderia sentir,tocar,era vida,sim era vida….

Introdução.

à espera de.

Em tempos de falsa liberdade e democracia,deram a voz àquela que por razões de instinto(sobrevivência) lutava continuamente com seus pensamentos em busca de respostas às mais diversas e esquisitas questões,embora sempre soube que seria difícil acha-las não perdia sua curiosidade e carregava consigo o dever de descobrir-se desde então.Sempre soube que a tarefa seria árdua,mas sabia que nada ocorreria facilmente e com persistência somavam-se conquistas.Em seu mundo inventado,amontoados estavam seus cigarros,discos ,livros,botões frouxos e fatos inacabados.Reinventar agora seria preciso,pôs-se a sonhar e desde então submetera-se a inventar sua mais nova escrita.


Parabens Fe!!!

Bom Fe, esse eh o presente meu e do meu pai pra vc =D

quero ver vc escrever uma biblia de filosofia aki por dia heim meu xD

te amo =)